Como nossa própria infância influencia na criação de nossos filhos

Como nossa própria infância influencia na criação de nossos filhos

Leia! Impactante! Talvez veja a si mesma ou seu marido neste texto! De @danielageracaodeamor, convidada especial na LIVE que fizemos sobre este assunto (vídeo disponível aqui ao final do texto)

Para termos feridas da infância, não é preciso termos tido uma infância traumática… basta que não tenhamos recebido o que legitimamente necessitávamos… é normal nos resistirmos a nos conectar com essas dores do passado porque incomoda, machuca… muitos não fomos acostumados a manifestar o que sentíamos, e o que se sentia devia ser reprimido… caso o manifestássemos, poderíamos incomodar os nossos pais… quando incomodávamos, muito sofríamos com o abandono emocional, que se caracterizava por passar por momentos de explosões emocionais em solidão. O passar por esses momentos sem o devido acompanhamento, a sutil retirada de atenção e de amor, a mensagem que pairava no ar de “se você ficar chorando, vai ficar sozinho”, “se você não fizer o que eu estou pedindo eu vou ficar triste”, ou “o seu choro me irrita”, fazia com que a mais distraída das crianças, com o fim de não perder o olhar e o amor dos pais, reprimisse qualquer desconforto, relegando à sombra todos aqueles sentimentos. Ela nunca vai deixar de amar os seus pais, mas a si mesma porque se sentirá inadequada e incômoda. Mas essa criança cresce, vira pai/mãe, e seus rompantes emocionais começam a guiar a sua vida. De onde vem toda essa fúria? Por que esse adulto sente tanta raiva? Esse caldo emocional que estava escondido, agora vem à tona porque os seus filhos lhe trazem à memória as mesmas experiências que ele viveu lá atrás, mas teve que se adequar ao ambiente pra se sentir aceito, amado e importante. Nada do que sentiu desapareceu… apenas se atualizou, mas, agora, de maneira descontextualizada. Enquanto esse adulto não tomar consciência de que ele precisa olhar pra sua história com compaixão e responsabilidade para se permitir sentir o que não pode sentir no passado, essas feridas continuarão guiando a sua vida e as suas relações. Não existe cura sem dor. Mas já não é o mesmo cenário de antes… as experiências traumáticas já passaram… agora é o momento de integrar o que não pode ser sentido e se libertar das amarras da sua história para que a vida possa fluir.

Não perca a LIVE abaixo que falamos sobre este assunto!

Beijo Grande,

Fê e Graci

Enviar Comentário